Polvo na slow cooker

Ando tão entusiasmada com a minha slow cooker que esta semana fiz mais um prato, desta vez polvo.

Usei dois polvos relativamente pequenos, que no total perfizeram cerca de 3 kg.

Na véspera deixei-os a descongelar já dentro da panela (tirei a panela de cerâmica para fora, já que ao descongelar as paredes ganham uma certa humidade e tive receio de estragar a minha "maria") temperados com bastante alho esmagado, um fio de azeite e algumas folhas de louro.

De manhã ainda juntei um pouco de vinho tinto e coloquei a panela a funcionar em modo slow (esqueci-me de colocar cebola, que costumo usar quando faço polvo, fica para uma próxima).

Quando cheguei a casa, pelas 17:30, já o polvo estava totalmente cozido (provavelmente nem precisaria de tanto tempo).

Acompanhei com batatas (doce e inglesa) e beterraba assadas no forno, onde juntei um pouco de caldo de cozer o polvo e brócolos cozidos.




Sopa lenta na Slow Cooker

Tenho usado a slow cooker quase todas as semanas, mas faço quase sempre carne (vitela, peru, borrego, frango do campo). Queria muito experimentar uma sopa, mas a primeira slow que tive era pequena (3L) e sempre achei que não daria grande quantidade.
A panela que comprei no ALDI tem 6L de capacidade, o que já é uma boa dimensão para fazer uma bela de uma sopa "tipo cozido".
Fiz assim:

Ingredientes:
  • 1 chispe (foi a primeira vez que comprei, felizmente que já vem arranjado e limpo);
  • 1 osso de porco (caseiro, por sinal)
  • 2 pedaços de toucinho
  • 2 pedaço de chouriço (um vermelho e outro negro, também caseiros)
  • 1 farinheira
  • batata
  • batata-doce
  • cenoura
  • nabo
  • courgete
  • couve coração de boi (2 unidades, já que eu gosto bastante de couve)

Confecção:
Na véspera temperei as carnes com sal  e arranjei os legumes (cortados em pedaços grandes).
No dia coloquei as carnes, depois os legumes mais duros, por cima os enchidos e as couves (que não couberam todas de uma vez) e água (talvez 250ml). Liguei a panela na temperatura mais alta (deviam ser umas 11h).
Pelas 14h abri para enfiar as couves mais para baixo e baixei para a posição temperatura baixa. Entretanto fui levar os miúdos a uma festa, quando regressámos (pelas 18h), abri novamente a panela, tirei os enchidos (por esta altura já a farinheira tinha rebentado, o que até nem foi muito grave, já que acabou por dar mais sabor à sopa), juntei o resto das couves e mais água. Liguei no high para aquecer novamente a água. Pelas 19 baixei para a temperatura e entretanto pareceu-me que as couves já estavam cozidas, pelo que desliguei a panela.

O resultado foi uma sopa divinal, os legumes bem cozidos, a carne que se separou do osso, um sabor maravilhoso (quase a lembrar as sopas feitas nas panelas de 3 pés que se usam na lareira).

Os miúdos estavam cansados (e provavelmente cheios do lanche da festa) pelo que até nem comeram muito mas eu e o pai das crianças comemos e repetimos umas 3/4 vezes (oh exagerados, oh dieta onde andas!).

Divagações: Blogs femininos, bloggers na casa dos 20 e a idade que não perdoa

Cheguei à conclusão de que a maior dos blogs e canais (youtube) que sigo são femininos, cujas autoras têm menos de 35 anos (ou estão mesmo ainda na casa dos 20).
Algumas questões se colocam: será que os homens têm menos apetência para blogs? Ou simplesmente os temas que leio são temas maioritariamente femininos/interessam mais às mulheres?
Porque leio tantos blogs de autoras novinhas (e não tanto de mulheres mais maduras?) Será que com o afazeres do dia-a-dia as mulheres simplesmente têm menos tempo/disposição para escrever?
Será a escrita (recreativa) em blogs uma actividade considerada démodé para uma determinada faixa etária?

Nem sempre me identifico com a escrita mais jovial de algumas bloggers, até porque por vezes os assuntos/preocupações são muito diferentes dos de alguém que já tem filhos e está quase nos "entas" (ups). No entanto são blogs bonitos, bem cuidados e muito agradáveis de ver/ler.
(será que deveria procurar mais blogs escritos por homens e acima dos 35 anos?)


A aproximação dos 40 está a fazer-me ou velha ou madura, não sei bem.
Está a dar-se uma mudança interna, a par das mudanças externas (mais cabelos brancos, a pele está a ficar diferente, um cansaço que não existia antes). Estou a deixar ligar a certos pormenores, a aceitar outros (nomeadamente o meu mau feitio e o corpo, que não corresponde ao meu ideal). A aceitar-me como sou e a lixar-me para o que outros pensam.
Já percebi que não vou encontrar um objectivo de vida muito diferente dos habituais clichés, cuidar os filhos, vê-los crescer.
Já percebi que não há grande maneira de fugir ao ram ram do dia a dia, no entanto há formas de o tornar mais agradável, nomeadamente usufruindo de pequenos prazeres, sejam 5 minutos de sol em silêncio, alguns momentos de meditação ou um pouco de leitura ao final da noite.


Embrulhos e laços mais sustentáveis

Hoje recupero este post do outro blog Como fazer embrulhos de natal (ou outras festividades) mais ecológicos e económicos, dica que contin...