Mostrar mensagens com a etiqueta tristemundoeste. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tristemundoeste. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de março de 2023

Estaremos a criar um futuro de pessoas que não sabem pensar?

As notícias que surgem sobre livros censurados, alterados, proibidos assustam-me. 
(estaremos no inicio de um fahrenheit 451?)





Se até o MAUS, de Art Spiegelman foi proibido... 

"Com o pretexto de apresentar a adolescentes de doze e treze anos cenas de nudez e uma linguagem obscena, Maus não é um livro bem-vindo nas salas de aula do condado de McMinn, no Tennessee"




Também aqui na minha localidade houve recentemente uma polémica em torno do Carnaval, em que uma escola iria levar os miúdos vestidos de preto, com saias de palha, a imitar tribos africanas. Talvez não fosse o traje mais representativo de tribos africanas, mas a celeuma que se criou foi demasiado, com uma mãe a querer meter policia e o SOS racismo à mistura (mãe sem qualquer ligação ao continente africano, os pais com ligação a este continente não se importavam com o fato e, aqueles que achavam não ser representativo da sua cultura, também afirmavam que era um dia de diversão, não dando demasiado relevo à questão).  
Sinto que estamos numa época de extremos, o politicamente correto, o alterar de símbolos, artes, o que seja, para não ofender terceiros, mesmo que inicialmente a ideia não fosse essa. 
No caso das últimas censuras a livros escritos no século passado, não seria melhor trabalhar essas obras, explicando que a linguagem neles existente se remete a uma época especifica, sendo um mau exemplo do que se fazia? Que se no século passado se denegriam outros povos, culturas, crenças religiosas, tendências sexuais, isso era incorreto? Sensibilizar para o porquê de ser incorreto? 
O que acontece se simplesmente passarmos uma esponja sobre as partes da história que menos nos agradam? Se daqui a 200 anos alguém se lembrar de ser homofóbico, machista, racista, será isso uma novidade para quem aqui viva? Uma tendência? A que ninguém vai ligar porque simplesmente isso não existe, nem nunca existiu pois não existem esses relatos? Será que se desconhecerão os perigos dessa tendência?

No mês passado fui a uma exposição no museu da marinha, entre as réplicas dos barcos que ali estavam expostas não vi nenhuma referência a um navio negreiro e a referência à escravatura era mínima, com umas antigas algemas penduradas e um painel que abordava o tema. Como sensibilizar os meus filhos para os maus exemplos dessa época se a própria história parece estar a ser apagada?

No livro 1984 (editado em 1949!) este tema já era abordado, quando o grande irmão alterava a história de modo a que correspondesse ao que queria passar à população. Neste livro também se falava na simplificação da linguagem, de como a diminuição do léxico diminuiria igualmente o pensamento das pessoas, por não existirem palavras que exprimissem aquilo que se estaria a pensar. 



Vem este simplificar da linguagem a propósito do ChatGPT, uma ferramenta online que elabora textos a nosso pedido. Será isto o início do fim do pensamento critico? Um estudante não precisa de elaborar textos, basta pedir ao chat que elabore um texto sobre algo. E a importância dos resumos, de perceber o que é importante em determinado texto e elaborar algo apartir daí?

Enfim, a importância de pensar, onde fica?

sábado, 27 de abril de 2019

Um triste aniversário

Hoje "comemoram-se" os 33 anos do acidente na central nuclear de Chernobyl. Estou atenta à data porque li recentemente o "Vozes de Chernobyl", que me impactou bastante.
Num momento de ócio resolvi pesquisar na internet sobre este aniversário, fiquei a saber:

  • Estreia em Maio deste ano, no canal HBO, uma minissérie sobre este acidente
O primeiro episódio tem o nome “1:23:45”, a hora a que foi accionado o botão de emergência no reactor nuclear número 4 da central de Tchernobil
in Público


  • Turistas que visitam a zona de exclusão situada na ucrânia, deixam a sua marca: lixo!
"Garrafas de álcool, latas de cerveja e plástico. A zona de exclusão de Chernobil não está apenas poluída por radiação. Voluntários locais juntaram-se a uma iniciativa global para recolher o lixo deixado pelos turists, diz a repórter da euronews, Natalia Liubchenkova.
in: euronews


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Surpresas na frutaria

Ontem fui a uma frutaria de bairro comprar Kiwis. os que comprei são grandes mas "deformados" (dá a ideia que são dois kiwis que nasceram pegados um ao outro). Preço: 1,90€.
Num local mais afastado estava outra exposição de kiwis, com o formato "normal". Preço: 2,49€ (se a memória não me falha mas até poderia ser mais). A proveniência, diziam eles, era a mesma.
O motivo para a diferença de preço, explicado pelo dono da loja, era somente a configuração da fruta!
(imagino a fruta que é rejeitada e deitada fora só por uma questão de aspecto).


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Livro: "Se Isto é um Homem", de Primo Levi




Esta semana dispus-me a ler um livro sobre o Holocausto. Nunca tinha lido nada sobre este tema, excepto "O Diário de Anne Frank" (há muitos anos atrás).

Este livro que li agora é um relato, na primeira pessoa, de um sobrevivente de um campo de concentração, o Buna, o maior subcampo de Auschwitz.

Confesso que foi duro ler (e imaginar) a vida num campo de concentração e como aquelas pessoas foram destituídas de qualquer pingo de dignidade (ou humanidade).

É duro perceber como as pessoas podem perder toda a sua humanidade e identidade, mas mesmo assim o instinto de sobrevivência prevalece.

E é duro perceber o que algumas pessoas fizeram em nome de uma ideologia.


No inicio estranhei o titulo do livro mas no final vi que faz todo o sentido!



No próximo dia 27 de Janeiro celebra-se o 73º aniversário da libertação de Auscwitz. E assusta-me pensar que existem pessoas que negam que o holocausto tenha ocorrido, que o extermínio de milhares de pessoas possa ser votado ao esquecimento....

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

tristemundoeste #1

Ontem ao passar por um carro estacionado, vejo uma mão arremessar (foi quase um lançamento tipo basebol) uma garrafa de água por cima do carro para o jardim do outro lado! Não resisti a passar ao lado do carro, olhar bem nos olhos do homem que o fez e dizer "porco!".
No entanto, tive medo de represálias e não me alonguei (eram dois homens com "mau aspecto" dentro do carro) mas a vontade era apitar, ralhar e se possível arremessar com uma garrafa cheia de água à cabeça daquele troglodita...

Hoje dizia uma colega que se esquece muitas vezes de tomar a pílula, mas ao invés de guardar os comprimidos que não toma (e os tomar noutra altura) deita-os fora, para o lixo comum! Uma vez que a pílula é gratuita no centro de saúde, e ela não a toma como método contraceptivo (mas sim para controlar as hemorragias que tem) nem se está a ralar para fazer diferente (tomar os comprimidos noutro dia ou, no mínimo, guardar para entregar na farmácia).

Enfim...