Para além de ser forreta assumida, tenho muita dificuldade em comprar roupa nova para mim por outras razões: o preço da roupa e a angustia que me causa pensar nas toneladas de roupa que vão parar a aterros sanitários e a países mais pobres, que não têm como tratar deste tipo de resíduo. Fora a poluição que a industria têxtil gera!
Infelizmente onde moro não conheço nenhuma loja de artigos em segunda mão para adultos. Já comprei algumas peças via olx mas há sempre o problema de não serem bem o que estávamos à espera... através do ecrã não dá para sentir a textura, as cores por vezes ficam adulteradas ou ao vestir chegamos à conclusão que não nos fica nada bem!
Assim, todos os anos acabo por descartar algumas peças (já que uso a roupa de forma repetida) e este ano dei com as gavetas vazias, falta de casacos de meia estação outras lacunas (acabo por usar basicamente sempre a mesa roupa, o que vai diminuir a sua durabilidade).
Ora eu tenho uma irmã, que neste momento é vegan e ontem me dizia ter dois casacos em pele, como novos, que já não consegue usar (por serem pele). E adivinhem quem os vai herdar? Mais uma mala em pele, que não usa pelos mesmos motivos. E já que me vai trazer estes artigos, vai dar uma volta ao roupeiro para ver mais peças que não usa, seja porque mudou de estilo, seja porque já não lhe servem.
Estou a cruzar os dedos para que me sirvam a mim 😉
Entretanto lembrei-me de algumas peças que já herdei dela, da minha mãe e até de amigas! E e quando levaram uma série de sacos de roupa para casa dos meus pais, para que entregassem numa loja solidária, e ainda conseguimos umas peças lá para casa! (na realidade, as pessoas muitas vezes descartam roupa em excelente estado)
A isto podemos chamar um exemplo de economia circular.
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sexta-feira, 10 de maio de 2019
terça-feira, 7 de maio de 2019
Carta de um Índio
Carta que o chefe Índio Seatlle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou em 1855 ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo ter dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios.
«O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, e assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil da sua parte, até porque sabemos que ele não precisa da nossa amizade.
Vamos, porém, pensar na sua oferta, pois se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que os nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. A minha palavra é como as estrelas: não empalidecem.
Como podeis comprar ou vender o céu ou o calor da terra? Tal ideia é-nos estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou da refulgência da água, como podeis então comprá-los? Cada quinhão desta terra é sagrado para o meu povo; cada folha radiosa de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e insecto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do pele-vermelha.
O homem branco esquece a sua terra natal, quando, depois de morrer, vagueia por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta terra formosa, pois ela é a mãe do pele-vermelha. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. Os cumes rochosos, os eflúvios da planície, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem, todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar a nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar onde possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a vossa oferta de comprar a nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada.
Esta água cristalina que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas também o sangue dos nossos ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de vos lembrar que ela é sagrada e tereis de ensinar aos vossos filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os feitos e as recordações da vida do meu povo. O rumorejar da água é a voz do pai do meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam a nossa sede. Os rios transportam as nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Se vos vendermos a nossa terra, tereis de vos lembrar e ensinar aos vossos filhos que os rios são irmãos nossos e vossos, e tereis de conceder aos rios o afecto que daríeis a um irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um quinhão de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é vossa irmã, mas sim vossa inimiga, e depois de a conquistar, partis, indiferentes, deixando para trás os túmulos dos vossos antepassados. Arrebatais a terra das mãos dos vossos filhos e não vos importais. Esquecidas ficam as sepulturas dos vossos antepassados e o direito dos vossos filhos à herança. Vós tratais a vossa mãe (a terra) e o vosso irmão (o céu) como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelhas ou missangas resplandecentes. A vossa voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.
Não sei. Os nossos costumes diferem dos vossos. A visão das vossas cidades causa tormento aos olhos do pele-vermelha. Mas talvez tal aconteça por ser o pele-vermelha um selvagem, que nada compreende.
Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há um lugar onde possa ouvir-se o desabrochar da folhagem na Primavera ou o vibrar das asas de um insecto. Mas talvez assim seja por eu ser um selvagem que nada compreende; o ruído é insuportável para os meus ouvidos. E que vida será a de um homem que não pode ouvir a voz solitária do mocho ou, à noite, a conversa dos sapos em volta de um pantanal? Sou um pele-vermelha e nada compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento a pairar sobre uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou de um pinheiro.
O ar é precioso para o pele-vermelha, porque todas as criaturas o partilham: os animais, as árvores, o homem.
O homem branco parece não compreender o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se vos vendermos a nossa terra, tereis de vos lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar partilha o seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se vos vendermos a nossa terra, devereis mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, cingido pela fragrância das flores campestres.
Desse modo, vamos, pois, considerar a vossa oferta para comprar a nossa terra. Se decidirmos aceitar, colocarei uma condição: o homem branco deverá tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outra forma. Tenho visto milhares de búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco, que os abate a tiros disparados do comboio em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o búfalo que nós, os índios, matamos apenas para nos alimentarmos.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.
Deveis ensinar aos vossos filhos que o chão que pisamos são cinzas dos nossos antepassados. Para que tenham respeito pelo país, contai aos vossos filhos que a riqueza da terra é a vida da nossa família. Ensinai aos vossos filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é a nossa mãe. Tudo quanto fere a terra, fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.
De uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a teia da vida: ele é meramente um fio dessa mesma teia. Tudo o que ele fizer à teia, a si próprio o fará.
Os nossos filhos viram os seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo ociosamente, envenenando o corpo com alimentos adocicados e bebidas embriagantes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias, eles não serão muitos. Mais algumas horas, menos uns Invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos os sonhos do homem branco; se soubéssemos quais as esperanças que transmite aos seus filhos, nas longas noites de Inverno; quais as visões do futuro que oferece às suas mentes, para que possam formular desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós um enigma, e por serem um enigma, temos de escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometestes. Lá, talvez possamos viver os nossos últimos dias conforme os nossos desejos. Depois que o último pele-vermelha tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar sobre as pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe.
Se vos vendermos a nossa terra, amai-a como nós a amamos. Protegei-a como nós a protegemos. Nunca esqueçais de como era esta terra quando dela tomastes posse. E com toda a vossa força, o vosso poder e todo o vosso coração, conservai-a para os vossos filhos, e amai-a como Deus a todos ama. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, e esta terra é por Ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar este nosso destino comum.
Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode evitar este destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver. De uma coisa sabemos, e talvez o homem branco venha, um dia, a descobrir também: o nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgueis, agora, que o podeis possuir do mesmo modo que desejais possuir a nossa terra. Mas não podeis. Ele é Deus da humanidade inteira, e a sua piedade é igual para com o pele-vermelha como para o homem branco. Esta terra é amada por ele, e causar dano à terra é desprezar o seu criador. Os brancos vão também acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuais a poluir a vossa cama e haveis de morrer uma noite, sufocados pelos vossos próprios desejos.
Porém, ao perecerem, vós outros caminhais para a vossa destruição rodeados de glória, inspirados pela força de Deus que vos trouxe a esta terra e que, por algum especial desígnio, vos deu o domínio sobre ela e sobre o pele-vermelha. Esse desígnio é para nós um mistério, pois não entendemos por que exterminam os búfalos, domam os cavalos selvagens, enchem os locais recônditos das florestas com a respiração de tantos homens, e mancham a paisagem exuberante das colinas com fios falantes. Onde está o matagal? Destruído. Onde está a água? A desaparecer. Restará dizer adeus às andorinhas e aos animais da floresta.
terça-feira, 30 de abril de 2019
O que está Portugal a fazer pelo ambiente? uma reportagem iterativa
É preciso reduzir a emissão de gases com efeito de estufa, separar mais o lixo, consumir menos carne… Como se posiciona Portugal em relação aos objectivos traçados a nível europeu? Em alguns casos, está próximo de os alcançar. Noutros nem tanto.
Uma reportagem interessante no jornal Público, onde é possível explorar alguns indicadores e tentar acertar nos mesmos (só me aproximei 3 dos 12 indicadores... ). Ler aqui
quinta-feira, 14 de março de 2019
A Propósito de Desperdícios
Li hoje (mas foi publicado a 23 de Fevereiro, no Diário de Noticias), um texto de Maria do Rosário Pedreira sobre o desperdício, não só alimentar mas também de embalagens: Desperdícios
Penso que já deu para perceber que na minha casa tentamos de alguma forma combater o desperdício, mas nem sempre é fácil: as embalagens estão por todo o lado, os sacos de plástico "perseguem-me".
Hoje, por exemplo, o pequeno almoço foi iogurte com fruta. Para os mais pequenos iogurte de coco (duas embalagens para a reciclagem) para os mais velhos iogurte grego natural (comprado em embalagens de 500ml ou 1L, mas mesmo assim a gerar desperdício de plástico). A fruta, parte veio em sacos reutilizados mas as framboesas vieram numa couvetezinha de plástico...
Para os lanches foram sandes enroladas em papel, dentro de um saco de plástico (este é reutilizado diversas vezes) mas a mais velha levou uma barrinha de compra (embalada em plástico, pois claro). O do meio bebe leite num pacote que é fornecido na escola (embalagem, palhinha, plástico).
O meu almoço serão grelos salteados que comprei congelados (por uma questão de ser mais prático) e adivinhem como vinham embalados? A acompanhar um resto de frango assado que comprámos num dia de mais aperto ao final do dia... claro que vinha numa embalagem!
E podia continuar a elencar por aqui abaixo todas as embalagens que ainda vou gastar hoje rumo a uma contribuição mais ou menos consciente para o desperdício!
Salvamos-nos lá em casa na parte dos desperdícios alimentares, já que consumimos muitas sobras (por vezes transformadas noutras refeições) e tudo aquilo que não comemos vai para a compostagem (ou para as galinhas depenicarem). Conseguimos evitar alguns desperdícios extra, levando os nossos sacos para as compras, reduzindo a utilização de garrafas de plástico, usando guardanapos de pano, remendando as roupas e afins. Mas o meu caixote do lixo referente às embalagens está quase sempre cheio!
Há que mudar o paradigma, mas não é fácil sair do conforto das embalagens, do virar as costas ao que se é colocado no lixo, desta vida facilitada que o "progresso" nos trouxe mas que porvavelmente irá ser a nossa própria ruína...
Penso que já deu para perceber que na minha casa tentamos de alguma forma combater o desperdício, mas nem sempre é fácil: as embalagens estão por todo o lado, os sacos de plástico "perseguem-me".
Hoje, por exemplo, o pequeno almoço foi iogurte com fruta. Para os mais pequenos iogurte de coco (duas embalagens para a reciclagem) para os mais velhos iogurte grego natural (comprado em embalagens de 500ml ou 1L, mas mesmo assim a gerar desperdício de plástico). A fruta, parte veio em sacos reutilizados mas as framboesas vieram numa couvetezinha de plástico...
Para os lanches foram sandes enroladas em papel, dentro de um saco de plástico (este é reutilizado diversas vezes) mas a mais velha levou uma barrinha de compra (embalada em plástico, pois claro). O do meio bebe leite num pacote que é fornecido na escola (embalagem, palhinha, plástico).
O meu almoço serão grelos salteados que comprei congelados (por uma questão de ser mais prático) e adivinhem como vinham embalados? A acompanhar um resto de frango assado que comprámos num dia de mais aperto ao final do dia... claro que vinha numa embalagem!
E podia continuar a elencar por aqui abaixo todas as embalagens que ainda vou gastar hoje rumo a uma contribuição mais ou menos consciente para o desperdício!
Salvamos-nos lá em casa na parte dos desperdícios alimentares, já que consumimos muitas sobras (por vezes transformadas noutras refeições) e tudo aquilo que não comemos vai para a compostagem (ou para as galinhas depenicarem). Conseguimos evitar alguns desperdícios extra, levando os nossos sacos para as compras, reduzindo a utilização de garrafas de plástico, usando guardanapos de pano, remendando as roupas e afins. Mas o meu caixote do lixo referente às embalagens está quase sempre cheio!
Há que mudar o paradigma, mas não é fácil sair do conforto das embalagens, do virar as costas ao que se é colocado no lixo, desta vida facilitada que o "progresso" nos trouxe mas que porvavelmente irá ser a nossa própria ruína...
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Sobrevivemos ao calor...
A temperatura oficial em Santarém ultrapassou os 46 ºC (pelo que provavelmente esteve um pouco mais de calor em algumas zonas localizadas). Abrasador e irrespirável...
Li algures que no futuro teremos temperaturas cada vez mais elevadas na península ibérica. Será possível conseguirmos-nos adaptar a esta realidade? Haverá algo que possamos fazer para evitar este aquecimento da temperatura média? Como será o futuro dos nossos filhos?
segunda-feira, 30 de julho de 2018
Considerações pós férias
Estivemos ausentes quase duas semanas, na nossa "casa da praia" (nome que os miúdos dão ao local onde temos passado férias nos últimos anos) e reparei que:
- desperdicei muita comida... que dor! Em nossa casa temos cães, galinhas, quintal, pelo que todas as cascas, sobras, enfim, tudo o que possa ser comido ou compostável é encaminhado para o quintal (sobras mais nobres vão para o cão) pelo que não me sinto a "desperdiçar" comida. Os miúdos não comeram a carne toda? É um miminho para o cão. Sobrou arroz, pão, fruta? As galinhas comem. Sobras de legumes, salada etc., vai tudo para o quintal, as galinhas escolhem o que querem, o resto é compostado... na casa das férias já não havia essa possibilidade...
- fizemos muito lixo, na nossa casa temos separação de diversos tipos de resíduos, ali não havia qualquer tipo de recolha selectiva.
- apesar de a "nossa praia" ser, na generalidade, muito limpa, recolhemos lixo na praia, vimos o areal com imensas beatas, plásticos e pessoas que fumavam e faziam das rochas o cinzeiro! Como é possível?
- feitas as contas aos gastos deste mês, ui ui, ultrapassei o orçamento de supermercado e nem foi porque comêssemos melhor!
De regresso a casa, venho com mais vontade de implementar uma vida "mais verde e saudável", reduzir o lixo, alimentar-me melhor....
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Curtas ambientais
(post publicado aqui e no blog Vamos Falar de Saúde Ambiental)
- O site tararecuperavel.org lançou em outubro deste ano uma campanha "Sabia que a Beata também é lixo?" Com disponibilização de autocolantes para afixar em locais estratégicos, pode ser uma maneira fácil e rápida de fazer algum activismo ambiental (e alertar aquelas pessoas que acham que as beatas se degradam naturalmente ou têm asas que as levam até ao caixote do lixo mais próximo).
- No jornal "Correio do Minho" uma pequena reportagem sobre o seminário ‘Alto Minho AdaPT - Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas, onde o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, proferiu a seguinte frase "Os portugueses são sensíveis às alterações climáticas, mas não para a economia circular (baseada no uso e reaproveitamento) de produtos"
- No Portugal Gov "Governo aprova Plano de Ação para a Economia Circular, O Conselho de Ministros aprovou o Plano de Ação para a Economia Circular no âmbito da estratégia a seguir até 2020 e com o objetivo de redefinir o conceito de fim de vida da economia linear, assente na produção e eliminação de resíduos, apostando nos conceitos de reutilização, reparação e renovação de materiais e energia. Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, Matos Fernandes referiu que «o princípio basilar da economia circular é que todos os resíduos são materiais que podem voltar a ser utilizados»."Em última análise, procura-se que o consumidor "deixe de ser consumidor para passar a ser utilizador"" (proposta muito interessante mas que deve "chocar" com os representantes dos maiores grupos económicos...).
Espero que este Plano de Acção seja amplamente divulgado e implementado. Está na hora de se investir em Economia Circular e Sustentabilidade.
E a propósito de acções dedicadas ao ambiente, partilho o link para o E-book "Dicas sem Desperdício", da página https://ancoraverde.pt/. Cheio de informações e dicas úteis. Para ler e partilhar
https://ancoraverdept.files.wordpress.com/2017/12/e-book-dicas-sem-desperdc3adcio.pdf
https://ancoraverdept.files.wordpress.com/2017/12/e-book-dicas-sem-desperdc3adcio.pdf
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Poupança com compras cor-de-rosa
As etiquetas rosa (ou violeta) servem para identificar produtos em aproximação do fim do prazo de validade, produtos estes cujo preço também baixa (do que me apercebo, os descontos podem ir até 50%).
Comprar este tipo de produtos traz algumas vantagens:
- Os produtos são mais baratos, logo poupamos na carteira
- Evitamos o desperdício alimentar, já que no final da validade muitos produtos são descartados para o lixo
- Ajudamos a reduzir o lixo encaminhado por estas empresas para aterro ou incineração, dado que a compostagem não costuma ser uma alternativa na maioria dos concelhos.
Confesso que não tenho qualquer problema em adquirir produtos com estas etiquetas, congelados nunca comprei (penso que serão aqueles com maior risco de deterioração, devido à acção do gelo sobre o produto alimentar) mas costumo comprar carnes, vegetais (em sacos transparentes, em que possa observar o conteúdo) e algumas farinhas. Também já comprei iogurtes com este tipo de etiquetas, alguns queijos e enchidos, sendo que até à data nunca me arrependi das compras.
Tenho o cuidado de verificar a integridade da embalagem e, caso esta seja transparente, o aspecto do conteúdo.
Assim, ontem foi dia de "compras grandes", dia de comprar proteína animal, aproveitando promoções e cupões de desconto.
Quinta-feira é também um dia em que costumo ver os funcionário do Continente afixarem as "etiquetas cor de rosa", principalmente no expositor das carnes.
Tinha também um desconto de 25% em carne de porco, sendo que alguns dos cortes estavam com super-preço e etiqueta rosa. Todos estes descontos acumulam. Por exemplo, comprei duas embalagens familiares de costeletas mistas (+/- 1kg), dou o exemplo do preço de uma:
- preço normal: 4,32 €
- preço "etiqueta rosa": 3,67€
- desconto super preço: - 1.35
- acumula cartão: - 0,63
- Total: 1,69€
(esta embalagem dará para duas refeições lá de casa, eventualmente para duas marmitas para mim).
Fiz também outras acumulações mais simples, etiquetas rosa com desconto em cartão (rojões, bifinhos do cachaço), super preço com desconto em cartão (outras carnes de porco, peixe congelado - incluindo polvo, que costuma entrar no desconto do peixe congelado).
E por aí, também se poupa com compras cor de rosa?
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
tristemundoeste #1
Ontem ao passar por um carro estacionado, vejo uma mão arremessar (foi quase um lançamento tipo basebol) uma garrafa de água por cima do carro para o jardim do outro lado! Não resisti a passar ao lado do carro, olhar bem nos olhos do homem que o fez e dizer "porco!".
No entanto, tive medo de represálias e não me alonguei (eram dois homens com "mau aspecto" dentro do carro) mas a vontade era apitar, ralhar e se possível arremessar com uma garrafa cheia de água à cabeça daquele troglodita...
Hoje dizia uma colega que se esquece muitas vezes de tomar a pílula, mas ao invés de guardar os comprimidos que não toma (e os tomar noutra altura) deita-os fora, para o lixo comum! Uma vez que a pílula é gratuita no centro de saúde, e ela não a toma como método contraceptivo (mas sim para controlar as hemorragias que tem) nem se está a ralar para fazer diferente (tomar os comprimidos noutro dia ou, no mínimo, guardar para entregar na farmácia).
Enfim...
No entanto, tive medo de represálias e não me alonguei (eram dois homens com "mau aspecto" dentro do carro) mas a vontade era apitar, ralhar e se possível arremessar com uma garrafa cheia de água à cabeça daquele troglodita...
Hoje dizia uma colega que se esquece muitas vezes de tomar a pílula, mas ao invés de guardar os comprimidos que não toma (e os tomar noutra altura) deita-os fora, para o lixo comum! Uma vez que a pílula é gratuita no centro de saúde, e ela não a toma como método contraceptivo (mas sim para controlar as hemorragias que tem) nem se está a ralar para fazer diferente (tomar os comprimidos noutro dia ou, no mínimo, guardar para entregar na farmácia).
Enfim...
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Embrulhos e laços mais sustentáveis
Hoje recupero este post do outro blog
Como fazer embrulhos de natal (ou outras festividades) mais ecológicos e económicos, dica que continuo a usar para todas as ofertas que os meus filhos têm feito, nas inúmeras festas de aniversário a que foram este ano (muitas mesmo).
Como fazer embrulhos de natal (ou outras festividades) mais ecológicos e económicos, dica que continuo a usar para todas as ofertas que os meus filhos têm feito, nas inúmeras festas de aniversário a que foram este ano (muitas mesmo).
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Projectos Futuros 1# - protecções para tigelas "lixo zero"
Desde que descobri a filosofia Zero Waste que tenho vindo a conhecer todo um mundo de alternativas aos objectos do quotidiano.
Esta que apresento parece-me fácil de executar, quem sabe um dia me aventure: tampas em tecido, para usar em tigelas, saladeiras, panelas, etc.... (para evitar a utilização de película aderente ou papel de alumínio).
Esta que apresento parece-me fácil de executar, quem sabe um dia me aventure: tampas em tecido, para usar em tigelas, saladeiras, panelas, etc.... (para evitar a utilização de película aderente ou papel de alumínio).
Nota: entretanto comecei a optar por soluções "óbvias" (mas que por vezes nos esquecemos), como seja a utilização de tampas (dos tachos e panelas). Também adquiri recentemente um conjunto de "invólucros de cera de abelha", da marca Abeego, que são reutilizáveis e compostáveis (invólucro reutilizável feito de cânhamo e algodão embebido em cera de abelha óleo de jojoba e resina, que protege os alimentos deixando-os respirar e mantendo-os frescos: in circulobio).
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Rapidinhas # 2 - ensaios fotográficos que dão que pensar
Trapped, Benny Lam
7 Days of Garbage, Gregg Segal
Em Hong Kong, cerca de 200 mil pessoas (40 mil das quais crianças) vivem dentro de cubículos que não têm mais do que 10 metros quadrados e que custam pelo menos 210 euros mensais.
(in Observador)
Gregg Segal desafiou famílias a guardar o lixo de uma semana e a posar com ele. E o resultado é uma ode sobre o problema da poluição no planeta. Estes são os retratos de família que devíamos evitar.
(in Observador)
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Rapidinhas # 1
Hoje à hora de almoço, no meu local de trabalho, dei por mim a falar para 4 pessoas muito atentas sobre o que é a "Fast fashion".
Sinto que em 5 minutos plantei uma pequena semente na consciência de quem me ouviu. Só espero ter sido suficientemente esclarecedora.
Sinto que em 5 minutos plantei uma pequena semente na consciência de quem me ouviu. Só espero ter sido suficientemente esclarecedora.
E isto veio a propósito de que? Das minhas sandálias, que já têm uns 3 anos e estão a descolar. Eu referi que as iria colar, para o ano ainda serviam. Logo uma voz se levantou "até poderia vir trabalhar descalça, como a Cesária Évora".
Nota: aqui no edifício sou um bocado conotada com o rótulo verde, aquela que come muita salada e alimentos biológicos, separa o lixo e abomina touradas (moro numa zona com fortes raízes tauromáquicas). Mas parece-me que no meio de tanta "desconversa" à volta destes temas acabo por espalhar algumas sementinhas ...
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Cápsulas de Café - uma conveniência amarga
Para além de blogs generalistas, tinha (ou tenho) ainda um blog sobre saúde e ambiente - Vamos Falar de Saúde Ambiental.
Era um blog onde me propunha falar destes dois temas, de forma um pouco mais "séria" do que nos restantes blogs.
Provavelmente irei fazer esse tipo de publicações neste meu actual blog, dado que muita dispersão não me parece uma boa opção (pelo menos para mim).
No entanto, queria salientar a publicação sobre as cápsulas de café que fiz em Fevereiro deste ano.
Era um blog onde me propunha falar destes dois temas, de forma um pouco mais "séria" do que nos restantes blogs.
Provavelmente irei fazer esse tipo de publicações neste meu actual blog, dado que muita dispersão não me parece uma boa opção (pelo menos para mim).
No entanto, queria salientar a publicação sobre as cápsulas de café que fiz em Fevereiro deste ano.
Cápsulas de Café - uma conveniência amarga
As máquinas de café em cápsulas são deveras convenientes, disso não há duvidas.
Permitem escolher diversos blends (mais fortes, mais fracos, mais aromáticos), é muito fácil tirar um café e a sujidade é mínima.
Mas, o que está por detrás do café em cápsulas? Será que essa conveniência não trás um preço amargo à saúde e ambiente?
Segundo uma noticia do observador, o próprio inventor das cápsulas de café já se arrependeu de as ter inventado...isto devido à poluição gerada pelas mesmas.
Aqui estão alguns factos interessantes (ver aqui, aqui e aqui):
- Segundo a Deco Proteste, se cada pessoa beber dois cafés por dia, em 350 dias, consome cerca de 700 cápsulas, o que pode chegar a 700 g de alumínio, 5,7 kg de plástico ou 4,2 kg de papel (isto imagino que varie com a marca de cápsulas utilizada);
- 700 cápsulas por pessoa/ano, multiplicando pelo número de utilizadores de cápsulas de café (o número é astronómico, mesmo).
- A maioria dos utilizadores não as coloca em ecopontos adequados (já existem em alguns supermercados, as próprias marcas por vezes recolhem as cápsulas), o que faz com que o alumínio e plástico que as compõem vá parar a aterro;
- Mesmo quando é reciclado, o alumínio produz alguns subprodutos tóxicos, que acabam num aterro (de resíduos industriais perigosos).
- Apesar de se garantir que as cápsulas são feitas de plástico "seguro" livre de BPA, alguns estudos mostram que mesmo este tipo de material pode ter efeitos prejudiciais quando aquecido (por exemplo, podem actuar como estrogénio no corpo humano);
- Um estudo da Universidade de Barcelona indica que os níveis de furano (componente tóxico e possivelmente cancerígeno) são maiores neste tipo de café, quando comparado com o tradicional expresso ou café de cafeteira.
Soluções?
Quer a Nespresso como a Delta (passe a publicidade) desenvolveram sistemas de aproveitamento das cápsulas, mas vejamos, quantos de nós separam as cápsulas e as entregam para reciclagem?
Uma forma de as acumular em casa será coloca-las num garrafão (eu faço uma espécie de "porta" no garrafão, quando está cheio encaminho para uma loja Delta)
Nas lojas Pingo Doce (passo a publicidade 2) já existem ecopontos para cápsulas de café (e rolhas, tampas,...)
Existem cápsulas reutilizáveis, no entanto não sei até que ponto aquele plástico será inócuo...
Existem também máquinas de café com moinho incorporado, são mais práticas do que as de manípulo (menos sujidade, por exemplo), no entanto o preço ainda não é nada convidativo;
Voltar a usar café feito "à moda antiga" pode ser uma solução...
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
"Sweet September" - Regresso às rotinas e poupança nos materiais escolares
Quando se tem filhos, Setembro significa o regresso às rotinas.
Os mais novos iniciaram as "aulas" em novas salas, a B. é finalista do 1º ciclo.
Começam também as actividades extra curriculares.
Enfim, começa a correria!
Este fim-se-semana estive a preparar o material escolar da B.. Vai usar uma mochila e estojos que já usou em anos anteriores, pelo que foram lavados e inspeccionados para ver se estariam rotos, os fechos estragados, etc.
Estive a escolher os lápis de cor e canetas dos anos anteriores, o que ela tinha deu bem para fazer conjuntos de mais de 12 cores.. No entanto, passei os lápis e canetas com um pano com álcool, pois estavam já com um aspecto um pouco envelhecido. E resultou, ficaram com aspecto (quase) novo. Fiz o mesmo ao afia, estojo do compasso e régua.
O dicionário (que já tem 3 anos), está um pouco envelhecido. Como tem capa plastificada, foi limpo com álcool e tentei tirar algum pó das folhas. Entretanto decidi revestir a capa com película transparente autocolante, de modo a protegê-la melhor. Vai servir pelo menos para mais um ano.
Limpei a flauta também com álcool. Do caderno de música do ano passado só tinha usado duas folhas, pelo que cortei essas e este ano usará o mesmo caderno.
Falta dar uma boa limpeza na garrafa de água reutilizável.
Quanto aos rapazes, a preocupação maior é com os bibes e chapéus. Para o Z. tive de comprar novos, o R. fica com os do irmão. Para identificar uso etiquetas termocolantes, com uma nuance: faço um quadrado de ganga (que aproveito de calças velhas), onde colo as etiquetas com os nomes. Depois costuro no bibe. Para além de ficar mais visível, consigo assim disfarçar o facto de o bibe já ter tido um outro dono (no caso do Z. este ano não se aplica, mas nos anos anteriores teve bibes doados).
As mochilas continuam as mesmas dos anos anteriores, bem vistas as coisas elas servem apenas para estarem penduradas com as roupas extra, pelo que não é necessário que sejam muito bonitas.
Fiquei contente, com pequenas acções consegui poupar alguns trocos e tive um menor impacto ambiental.
Os mais novos iniciaram as "aulas" em novas salas, a B. é finalista do 1º ciclo.
Começam também as actividades extra curriculares.
Enfim, começa a correria!
Este fim-se-semana estive a preparar o material escolar da B.. Vai usar uma mochila e estojos que já usou em anos anteriores, pelo que foram lavados e inspeccionados para ver se estariam rotos, os fechos estragados, etc.
Estive a escolher os lápis de cor e canetas dos anos anteriores, o que ela tinha deu bem para fazer conjuntos de mais de 12 cores.. No entanto, passei os lápis e canetas com um pano com álcool, pois estavam já com um aspecto um pouco envelhecido. E resultou, ficaram com aspecto (quase) novo. Fiz o mesmo ao afia, estojo do compasso e régua.
O dicionário (que já tem 3 anos), está um pouco envelhecido. Como tem capa plastificada, foi limpo com álcool e tentei tirar algum pó das folhas. Entretanto decidi revestir a capa com película transparente autocolante, de modo a protegê-la melhor. Vai servir pelo menos para mais um ano.
Limpei a flauta também com álcool. Do caderno de música do ano passado só tinha usado duas folhas, pelo que cortei essas e este ano usará o mesmo caderno.
Falta dar uma boa limpeza na garrafa de água reutilizável.
Quanto aos rapazes, a preocupação maior é com os bibes e chapéus. Para o Z. tive de comprar novos, o R. fica com os do irmão. Para identificar uso etiquetas termocolantes, com uma nuance: faço um quadrado de ganga (que aproveito de calças velhas), onde colo as etiquetas com os nomes. Depois costuro no bibe. Para além de ficar mais visível, consigo assim disfarçar o facto de o bibe já ter tido um outro dono (no caso do Z. este ano não se aplica, mas nos anos anteriores teve bibes doados).
As mochilas continuam as mesmas dos anos anteriores, bem vistas as coisas elas servem apenas para estarem penduradas com as roupas extra, pelo que não é necessário que sejam muito bonitas.
Fiquei contente, com pequenas acções consegui poupar alguns trocos e tive um menor impacto ambiental.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Documentários interessantes - #9 Decrescimento: do Mito da Abundância à Simplicidade Voluntária
"Diante do colapso do sistema socioeconómico devido à crise ambiental e de recursos que o planeta está a passar, um novo movimento social está a montar uma alternativa sustentável que tem em conta os limites do planeta.
Professores, economistas, engenheiros e filósofos participam neste importante movimento em países como França, Itália, Espanha, Reino Unido ou Canadá."
SERGE LATOUCHE Propoe “Uma sociedade do decrescimento e descreve como se deveria realizar essa transição nas Sociedades consumistas, evitando deste modo uma catástrofe ecológica e Humana, pois os recursos do planeta não são inesgotáveis.
Para Serge Latouche, o decrescimento é uma 'utopia concreta': não podemos continuar a perseguir infinitamente o crescimento, a economia e o progresso económico, quando o nosso planeta se encontra Em em declínio – é preciso um modelo alternativo, uma filosofia e um modo de vida gradual e serenamente decrescente.”
In: decrescimentosustentavelDocumentário muito interessante e pertinente nos dias de hoje.
Já não podemos pensar num "crescimento sustentável", simplesmente porque já não há muito espaço para esse crescimento.
Citando:
"Temos de decrescer , sem qualquer dúvida e há duas formas de fazê-lo "ou fazêmo-lo nós voluntária e colectivamente, ou a natureza encarregar-se-à disso".
"É chegado o momento de escolher como será o nosso futuro no planeta!"
#1 That Sugar Film
#2 "Antes do Dilúvio - Before de Flood"
#3 "Alimentação - Verdades e Mentiras"
#4 - O Café de Chernobyl
#5 - "Filet oh! Fish - Peixe, Criação em Águas Turbulentas"
#7 – Fed Up (Super Alimentado)
#8 The true cost
No meu anterior blog: Coisas de uma mãe já falei de vários documentários:
#1 That Sugar Film
#2 "Antes do Dilúvio - Before de Flood"
#3 "Alimentação - Verdades e Mentiras"
#4 - O Café de Chernobyl
#5 - "Filet oh! Fish - Peixe, Criação em Águas Turbulentas"
#7 – Fed Up (Super Alimentado)
#8 The true cost
(e dou-me conta agora que por algum motivo saltei a numeração...)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Skindeep - página de utilidade pública
Hoje em dia os produtos químicos estão em todo o lado: shampoos, detergentes, cremes, protectores solares, pasta de dentes, maquilhagem, etc etc etc
Antes de sair de casa já nos "auto contaminámos" com uma infinidade de compostos: aromáticos, benzenos, propil, parabenos, formaldeido, dioxinas, desreguladores endócrinos (uma infinidade de substâncias usadas no dia a dia: Ftalatos, BBP, dibutil ftalato - DBP, bisfenol A (BPA), ....) e por ai fora.
A propósito dos desreguladores endócrinos, a página Projecto Safira tem uma informação muito completa e acessível aqui.
Enfim, o mundo em que vivemos actualmente pode ser muito assustador.
A pouco e pouco vou partilhar algumas das "receitas" caseiras que fui aprendendo, de produtos de limpeza e higiene quotidiana, mas agora queria partilhar o site http://www.ewg.org/skindeep/. Neste site é possível verificar o "grau de perigosidade" de uma infinidade de produtos.
Por exemplo, a johnsons tem 56 produtos classificados, com grau de risco entre 1 a 6. Em breve vão disponibilizar a análise dos protectores solares.
Um site a adicionar aos favoritos!
Antes de sair de casa já nos "auto contaminámos" com uma infinidade de compostos: aromáticos, benzenos, propil, parabenos, formaldeido, dioxinas, desreguladores endócrinos (uma infinidade de substâncias usadas no dia a dia: Ftalatos, BBP, dibutil ftalato - DBP, bisfenol A (BPA), ....) e por ai fora.
A propósito dos desreguladores endócrinos, a página Projecto Safira tem uma informação muito completa e acessível aqui.
Enfim, o mundo em que vivemos actualmente pode ser muito assustador.
A pouco e pouco vou partilhar algumas das "receitas" caseiras que fui aprendendo, de produtos de limpeza e higiene quotidiana, mas agora queria partilhar o site http://www.ewg.org/skindeep/. Neste site é possível verificar o "grau de perigosidade" de uma infinidade de produtos.
Por exemplo, a johnsons tem 56 produtos classificados, com grau de risco entre 1 a 6. Em breve vão disponibilizar a análise dos protectores solares.
Um site a adicionar aos favoritos!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Pobre Planeta Terra
Dizem que o ponto de não retorno ainda não chegou... será?
Pobre planeta Terra, vai ao sr. doutor e este faz um diagnóstico um pouco palerma: "isto é só uma virose, espere mais uns anos, pode ser que passe... se não passar, tem ali uns contactos de umas agências funerárias que depois tomam conta de si."
Confesso que nos últimos tempos tenho pensado muito nisso, algo me diz que o planeta Terra saiu do consultório muito desanimado, não teve força para procurar uma segunda opinião e agora definha na cama, com o cartão da funerária que lhe pareceu mais simpática de entre as apresentadas "COP 21 Paris".
Pobre planeta Terra, vai ao sr. doutor e este faz um diagnóstico um pouco palerma: "isto é só uma virose, espere mais uns anos, pode ser que passe... se não passar, tem ali uns contactos de umas agências funerárias que depois tomam conta de si."
Confesso que nos últimos tempos tenho pensado muito nisso, algo me diz que o planeta Terra saiu do consultório muito desanimado, não teve força para procurar uma segunda opinião e agora definha na cama, com o cartão da funerária que lhe pareceu mais simpática de entre as apresentadas "COP 21 Paris".
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